Se alguém esperava que o último capítulo da CPI fosse marcado apenas pela apresentação de seu relatório, acabou vendo mais um intenso debate sobre um assunto que acompanha a comissão desde o seu nascimento: a publicidade dos seus atos.
Durante a sessão desta segunda-feira, vereadores voltaram a discutir a realização de uma apresentação pública do relatório final da comissão.
Para os membros da CPI e seus defensores, a população tem o direito de conhecer oficialmente o resultado de meses de trabalho, oitivas, documentos e análises realizadas pelo colegiado.
Já os parlamentares contrários à iniciativa sustentam que não haveria necessidade de uma sessão específica para essa finalidade.
O curioso é que esse embate não é novo.
O vereador Manga rosa chegaou a dizer que era melhor chamar a Rede Globo do que fazer a seção, entre gritos de "ta com medo de votar em algo?"
Nos bastidores da política cacerense, muitos lembram que a comissão já enfrentou resistência em outros momentos justamente quando o assunto era ampliar a divulgação de seus trabalhos e permitir maior conhecimento da população sobre o andamento das investigações.
Agora, no encerramento da CPI, a discussão volta ao mesmo ponto.
Para integrantes da comissão, a sensação é de que a disputa deixou de ser apenas sobre questões regimentais e passou a envolver a própria divulgação das conclusões alcançadas.
O debate tomou conta da sessão e mostrou que, mesmo perto do encerramento dos trabalhos, o principal impasse continua sendo o mesmo que acompanhou a CPI desde seus primeiros passos:
Até onde deve ir a publicidade de uma investigação conduzida pelo Poder Legislativo?
Enquanto uns defendem que transparência nunca é demais, outros entendem que os procedimentos já foram suficientes.
O fato é que a última sessão acabou refletindo exatamente a trajetória da própria CPI: uma investigação marcada não apenas pelo conteúdo apurado, mas também por uma constante disputa sobre como essas informações deveriam chegar ao conhecimento da população.
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