Uma situação curiosa começou a chamar atenção nos corredores da Câmara Municipal de Cáceres.
Na última sessão, o vereador Franco Valério passou a reclamar da forma como a comunicação oficial da Casa vem divulgando as ações dos parlamentares. Segundo suas manifestações, faltariam informações, nomes de vereadores e um reconhecimento mais adequado do trabalho realizado pelos membros do Legislativo.
A crítica poderia soar como mais uma cobrança comum... se não fosse por um detalhe.
A comunicação da Câmara acaba de passar por mudanças.
Na semana passada, o então diretor foi exonerado e um nome ligado ao grupo político do próprio vereador assumiu a função.
Ou seja, as reclamações surgem justamente na primeira semana de atuação do profissional indicado por seu grupo político.
A situação gerou comentários entre servidores e observadores.
Afinal, se a comunicação estava ruim antes, a mudança foi justamente para corrigir isso.
Se continua ruim agora, a pergunta inevitável é:
De quem é a responsabilidade?
Nos corredores da Câmara, há quem diga que a troca representava um fortalecimento político do grupo de Franco Valério dentro da estrutura administrativa da Casa.
Agora, com as críticas públicas à própria comunicação, muitos tentam entender qual é exatamente a mensagem.
Seria uma cobrança por mais espaço?
Uma insatisfação com a forma de divulgação?
Ou apenas um ajuste natural de quem acabou de assumir a função?
O fato é que a situação cria um cenário, no mínimo, curioso: a comunicação da Câmara passa a ser conduzida por alguém ligado ao grupo político do vereador, e as primeiras reclamações sobre a qualidade do trabalho partem justamente dele.
Na política, normalmente quem indica também assume a responsabilidade pelos resultados.
E, pelo visto, a nova fase da comunicação da Câmara já começou sob pressão.
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