💸 A CÂMARA DE CÁCERES VIROU UM PARAÍSO: SALÁRIO GORDO, DIÁRIA GORDA, VERBA INDENIZATÓRIA… E AGORA VALE-ALIMENTAÇÃO DE R$ 1.700

O povo de Cáceres deve ter memória curta mesmo.

Porque parece que esqueceram que logo no começo do mandato os vereadores já fizeram questão de garantir um belo aumento pra eles mesmos. Na época, a votação foi tão rápida que parecia promoção de supermercado em fim de feira: em poucos minutos resolveram tudo. Saiu em jornais da cidade inteira. A população reclamou, se indignou… e depois veio o silêncio.

Agora resolveram voltar ao caixa.

Como se salário de mais de R$ 11 mil não bastasse, como se as diárias recheadas não fossem suficientes, como se a famosa verba indenizatória já não colocasse o rendimento de muito vereador acima do salário de prefeito, a Câmara aprovou mais um mimo: um vale-alimentação de R$ 1.700 por mês.

E detalhe: esse “vale” ainda vem com embalagem especial. O projeto diz que o valor é “indenizatório”, ou seja, não entra como salário, não conta pra aposentadoria, não tem desconto de INSS e nem de Imposto de Renda. O dinheiro cai limpo.

Enquanto isso:
📌 o povo escolhe qual conta vai atrasar
📌 trabalhador passa calor em ônibus lotado
📌 aposentado conta moeda no mercado
📌 mãe de família corta mistura pra fechar o mês

Mas na Câmara o cardápio parece outro.

O mais impressionante é a facilidade com que benefício próprio anda naquela Casa. Pra isso nunca falta pressa. Nunca falta entendimento. Nunca falta união.

Pra fiscalizar de verdade?
Pra cobrar saúde?
Pra resolver problema de bairro?
Pra pressionar obra parada?
Aí sempre aparece discurso, burocracia, dificuldade, comissão, análise, estudo…

Mas quando o assunto é colocar mais dinheiro no bolso deles mesmos, a máquina voa baixo.

E não estamos falando de vereador que administra cidade, toca secretaria, responde por folha milionária ou executa orçamento pesado igual prefeito. Não. Muitos acabam recebendo mais que chefe do Executivo, acumulando salário, verba indenizatória, diária e agora auxílio alimentação — tudo isso sem carregar a pressão diária de gerir a máquina pública.

O projeto aprovado ainda gera impacto de mais de R$ 300 mil por ano aos cofres públicos.

E antes que apareça alguém dizendo “ah, mas é legal”… muita coisa legal também é imoral aos olhos da população.

No meio da farra, alguns vereadores votaram contra.

Disseram que não vão receber:
• Cezare Pastorello do PT
• Jerônimo Gonçalves do PL
• Isaías Bezerra do Republicanos

As vereadoras Elis Enfermeira e Valdeníria Dutra também votaram contra, mas ainda não confirmaram oficialmente se abrirão mão do benefício.

E vale lembrar: o nome do presidente Flávio Negação não aparece entre os votos contrários porque presidente da Câmara normalmente não participa da votação comum. Nessa situação, ele conduz o processo conforme a maioria decide. Mas o projeto passou dentro da gestão comandada por ele e com apoio da Mesa Diretora.

A sensação que fica na cidade é simples:

A Câmara de Cáceres parece viver em outro planeta.

Um planeta onde nunca falta dinheiro pra político.
Mas sempre falta pro povo.

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